quarta-feira, 29 de abril de 2015

Oficina de Blog




Na tarde de quarta - feira 29/04, realizamos uma oficina com os alunos do PIBID, com o objetivo de refletirmos sobre a importância das reflexões nos blogs, como estratégia privilegiada de desenvolvimento profissional e de escrita de si. Zabalza coloca esse instrumento como fundamental para proporcionar o conhecimento e desenvolvimento pessoal. Iniciamos a atividade refletindo sobre alguns blogs na rede e também fazendo uma análise dos nossos blogs. Coloquei para os alunos que precisamos avançar nas escritas, pois em alguns momentos os blogs estão só descrevendo as atividades e não trazem reflexões, outras vezes trazem as reflexões dos autores e fica fora as subjetividades e implicações vivenciadas na aprendizagem inicial da docência. Os alunos pontuaram que realmente as postagens e reflexões precisavam avançar no sentido de mais reflexões sobre a prática vivenciada em sala de aula. Para Alarcão (2005), a ideia de professor reflexivo está assentada no pressuposto de que o ser humano é um ser criativo e não um mero executor de idéias e práticas que lhe são exteriores. Nessa perspectiva, destaca-se a noção de profissional que, diante da incerteza e imprevisibilidade do seu trabalho, age de modo inteligente e flexível. Daí a importância de se pensar em contextos formativos que favoreçam o desenvolvimento da capacidade reflexiva do professor, superando um nível meramente descritivo, para outro que retrate interpretações articuladas do contexto de trabalho. Atendi individualmente cada aluno, mediando as reflexões e fazendo cometários nos blogs. Solicitei também que os colegas fizessem reflexões nos blogs dos colegas, ajudando-os a pensarem sobre a ação docente em sala de aula e a problematizarem mais sobre suas aulas.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Apresentação do Projeto de Tese

Hoje 27/04/2015 (segunda- feira) apresentei para os sujeitos praticantes da pesquisa formação meu Projeto de Tese intitulado: Narrativas Docentes e a Formação: O PIBID no Contexto da Cibercultura. Depois de contextualizar a pesquisa, apresentar as questões, objetivos e metodologia, abri para que o grupo colocasse alguns questionamentos e contribuíssem com a proposta. Os bolsistas colocaram a importância da pesquisa, principalmente por nunca terem pensado em tantas possibilidades de investigação.
Destaquei a importância das narrativas no desenvolvimento profissional do docente na contemporaneidade, pois a mesma segundo Souza colocam os sujeitos em contato direto com suas experiências de formação em sintonia com o que cada um vive e das suas subjetivações construídas na sua itinerância. Ainda para o autor é importante que os sujeitos reflitam sobre suas aprendizagens, valores,atitudes e formas de sentir em consonância com suas identidades e subjetividades.
Abrimos uma roda de conversa, para que os bolsistas colocassem as dificuldades em trazer as reflexões nas postagens dos blogs. Alguns colocaram a dificuldade de escrita,  falta de internet, a falta de tempo, a dificuldade em articular com as leituras etc. Como sugestão, Murilo colocou a importância de escrevermos nos blogs no próprio dia da reunião. Dessa forma, agendamos a escrita para a quarta - feira dia 29/05. Em seguida, abrimos um diálogo para que os alunos colocassem suas maiores dificuldades na formação e que temas eles gostariam de discutir nas reuniões de formação. Algumas temáticas foram destaque na fala da maioria dos alunos:
Saberes Docentes / Professor Reflexivo/ A Pesquisa na Formação / Articulação Teoria e Prática/ Alfabetização e Letramento. Agendamos nossa próxima formação para o dia 18/05 (segunda -feira). 








terça-feira, 7 de abril de 2015

Planejamento das Intervenções

Depois da aplicação das atividades diagnósticas de leitura e escrita, o grupo do PIBID Anos Iniciais, sob a coordenação da professora Ivana de Deus, deu início as atividades de Planejamento das Intervenções na Escola. O Diagnóstico foi fundamental para os bolsistas compreenderem o nível de leitura e de escrita das crianças, e a partir daí planejar aulas que favoreçam o avanço dos alunos. A professora Ivana deu início a discussão do Método Sociolinguístico, apresentando o vídeo de Oneide e articulando-o com a leitura do livro realizada anteriormente. Os pibideiros participaram ativamente do debate, e colocaram que com a exibição do vídeo, ficou bem mais fácil compreender a efetivação do Método proposto pela autora.  Em seguida, os alunos deram início a construção dos planos de aula para efetivação na escola. Um grupo trabalhou com o gênero música, e os outros dois com o gênero receita. Todo o trabalho foi realizado de forma colaborativa e com a participação efetiva das professoras supervisoras. 



  

domingo, 29 de março de 2015

Análise das Atividades Diagnósticas



Nos dias 27/03 e 30/03 demos início as análises diagnósticas de leitura e escrita realizadas na Escola Vilma Brito Sarmento. Para uma melhor reflexão sobre as hipóteses de escrita das produções dos alunos, fizemos uma Roda de Leitura sobre as Contribuições teóricas de Emília Ferreiro e Ana Taberoski. No contexto das discussões, vimos que " A Psicogênese da Língua Escrita é uma abordagem psicológica de como a criança se apropria da língua escrita e não um método de ensino. Portanto, cabe aos profissionais da educação, fazer a transposição desta abordagem para a sala de aula, transformando os estudos em atividades pedagógicas". As professoras da Educação Básica presentes na roda de estudo, colocaram em seus depoimentos a forma unilateral de como as Secretarias de Educação implementaram a proposta, desqualificando toda uma prática pedagógica que vinha sendo desenvolvida na escola. Percebemos e refletimos com os bolsistas do PIBID o cuidado que precisamos ter com as inovações que são colocadas de fora para dentro da escola, e de como necessitamos estudar. Os alunos também articularam as discussões com a leitura do livro "Alfabetização e Método Sociolinguístico", colocando os equívocos da intrepretação equivocada da Psicogênese da língua escrita, tais como:
1) O equívoco da exclusão da didática silábica na alfabetização;
2) A Definição de Alfabetização;
3) Não é preciso ensinar, as crianças aprendem sozinhas;
4)O professor não pode ensinar o aluno, entre outros equívocos colocados pelos autores.

Observando a leitura dos textos, concordamos com Soares (2003), que o construtivismo teve seu mérito, pois destronou a cartilha e apresentou uma teoria sobre alfabetização. Entretanto, percebemos que hoje temos uma bela teoria e não temos um método.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Aplicação do Diagnóstico II

Na tarde de quarta - feira, continuamos as observações na Escola Municipal, agora nas salas de 4º e 5º ano das professoras dos anos iniciais. Na sala de Jocelice os bolsistas iniciaram com a atividade de leitura e interpretação. Na sala de Lúcia as atividades começaram de forma mais lúdica com uma dinâmica de apresentação dos bonecos. 
O grande dilema vivenciado pelos bolsistas, foi em relação a questão do nível de leitura e escrita das crianças dos anos inicias, já que a maioria ainda não conseguiu dominar o código. Concordamos com  Mendonça, da urgência de pesquisas que venham contribuir com ideias e soluções capazes de resolver o grave problema de alfabetização de crianças da Escola Pública, as quais ao chegarem no Ano 4 e 5 ainda permanecem analfabetas, Sobre essa questão Magda Soares


adverte:

" Hoje acontece o contrário: todos têm uma bela teoria construtivista da alfabetização, mas não tem método. Se antigamente havia método sem teoria, hoje temos teoria sem método. E é preciso ter as duas coisas: Um método fundamentado numa teoria e uma teoria que produz um método. Existe também a falsa inferência de que , se for adotada uma teoria construtivista, não se pode ter método , como se os dois fossem incompatíveis. Ora, absurdo é não ter método na educação. Educar é por definição, um processo dirigido a objetivos. Só vamos educar os outros se quisermos que eles fiquem diferentes , pois educar é um processo de transformação das pessoas".

Aplicação das Atividades Diagnósticas pelos bolsistas do PIBID

Na manhã de quarta - feira, 25 de março, demos início a aplicação das atividades diagnósticas na Escola Vilma Britto Sarmento. O objetivo da atividade é observar o nível de leitura e de escrita dos alunos, bem como conhecer seus objetivos e expectativas em relação a escola. Cheguei logo às 8:00 da matina e encontrei a sala muito bem organizada pela professora Josiene. Lembrei das reflexões de Gauthier em relação a Gestão da Classe, quando o mesmo coloca que o processo de planejamento e da gestão da classe se caracteriza pela tomada de um conjunto de decisões relativas à seleção, à organização e ao sequenciamento das rotinas de atividades, de rotinas de supervisão e de rotinas de execução. 


Os bolsitas foram recebidos com muita alegria pela professora regente e pelos alunos, oportunizando um clima favorável ao trabalho. A docente deu início as atividades de rotina, fazendo oração, cantando e realizando a chamada. Em seguida, apresentou os bolsistas e presentou cada um com um caderno de planejamento.  Os alunos do PIBID começaram a interação com uma dinâmica de apresentação que consistia na apresentação dos alunos através de pequenos bonecos de papel confeccionados por eles e exibidos na apresentação. Nesse momento os pequenos falaram de suas expectativas e do que mais gostavam na escola. O tempo passou tão depressa que os alunos foram para o intervalo e só em seguida demos início as atividades diagnósticas de leitura e escrita, fundamentais para a tomada de decisões e ações no ano de 2015.


quinta-feira, 19 de março de 2015

Planejamento no Chão da Escola

Na última quinta - feira, realizamos em parceria com os professores da Escola Vilma Brito Sarmento uma reunião para planejar a I Semana de aula. Fomos muito bem recebidos pelas colegas e direção, e acolhidos com uma mensagem chamada "Recomeço". Em seguida, os alunos foram organizados em dois grupos para o planejamento. De forma coletiva e com a participação de todos, definimos acolhimento aos alunos, construção de combinados e a forma como vamos organizar o diagnóstico no dia 25 e 26 /03/2015. Percebi nas supervisoras uma maior confiança na condução dos trabalhos e a certeza da importância da parceria entre Escola e Universidade na formação dos nossos alunos. Ficou claro mais uma vez a importância do trabalho colaborativo entre Universidade e Escola.